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E´a parte que me cabe neste latifúndio: facada nas costaS é a paga do Partido dos Trabalhadores após 35 anos de militância.

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Audiência do CNPIR com a Presidenta Dilma Rousseff. Eu era um menino, um offceboy no Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), participante do Programa de Bem Estar do Menor (PROBEM) e estudante de ensino médio, quando minha professora de Matemática, sentou na mesa dos professores no Colégio Estadual Getúlio Vargas, no Saco dos Limões, Florianópolis,  para explicar para minha turma a importância da declaração de greve. Fui saber mais tarde que ela pertencia ao Partido dos Trabalhadores, presidido por um metalúrgico barbudo, conhecido como Lula. Meses antes, havia descoberto a Revolução Sandinista de 1979, e fui ao dicionário desvendar, afinal, que diabos era esse tal de socialismo.  Em 1984, já estudante universitário fui apresentado e filiado ao PT, por minha saudosa amiga  Heliete Rouver, ambientalista na época em que o partido não tinha a mínima ideia do que era isso. Macaé Evaristo, Secretaria da SECADI/MEC, prestigiando o VI SEREM No mundo das...

Carta de Apoio ao Prof. Paulino Cardoso

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Tradução by Google.   Meu nome é Aghi Bahi, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Louis Lumière Lyon 2 (França), detentor de uma habilitação para dirigir pesquisa na École Normale Supérieure de Lyon (França), Professor na Universidade Félix Houphouët-Boigny de Abijã (Costa do Marfim). Dirigi a unidade de treinamento e pesquisa em comunicação e informação e artes (UFRICA) de 2004 a 2010. Desde 2016, sou novamente reitora da UFRICA. Conheci o Pr Dr. Paulino de Jesus Francisco Cardoso por três vezes no Brasil no âmbito de missões de cooperação com a UNEB e com o apoio da Maison des Afriques de São Paulo, por ocasião de manifestações e eventos científicos. Nosso primeiro encontro aconteceu em 2008 em Salvador da Bahia. Em junho de 2009, o Dr. Paulino Cardoso convidou-me para Áfricas Seminário Internacional : Historiografia Africana e Ensino de História, em Florianópolis, a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde eu tive que dar um...

PROF. WILSON R MATTOS CARTA AOS PROFESSORES E PROFESSORAS DA UDESC

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Salvador, 13 de junho de 2018 (Dia de Santo Antônio) Prezados colegas da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC Nos últimos meses, venho acompanhado, ainda que à distância, os desdobramentos relativos às acusações contra o Prof. Paulino Cardoso e que, confesso, tem me surpreendido a celeridade e a sanha com que, independentemente da Justiça, já o condenaram passando por cima de toda uma vida pregressa e -até recentemente, presente-, de dedicação à causa da universidade pública, de defesa das populações mais vulneráveis,   de organização da luta contra o racismo, além das inúmeras contribuições que o professor apresenta ao longo da sua vida de dedicação integral à educação, em especial, à formação e qualificação de pessoas. Tenho o privilégio de privar da sua amizade há quase 30 anos. Nos conhecemos, ainda como estudantes de mestrado, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e rapidamente nos aproximamos por notarmos, de imediato, uma confluên...

EM DEFESA DO PROFESSOR PAULINO CARDOSO

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Brasília-DF, 14 de junho de 2018. Meu nome é Joelma Rodrigues da Silva, nasci e vivo em Brasília, sou professora adjunta da Universidade de Brasília-UnB, onde atuo na graduação de Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC) e no Mestrado em Sustentabilidade junto aos Povos e Terras Tradicionais (MESPT). Acrescento que meu trabalho versa sobre questões de gênero, feminismos, questões raciais e africanidades. Conheci Paulino Cardoso em 1985, éramos à época, graduandos em História e militantes do Movimento Estudantil que participávamos de um encontro nacional de estudantes daquele curso em Cuiabá-MT, nesses 33 anos acompanhamos à distância nosso amadurecimento acadêmico, político e pessoal. A Internet aliviou as distâncias e os encontros presenciais se tornaram mais frequentes. Acadêmica e politicamente, Paulino Cardoso tem seu trabalho conhecido e reconhecido nacional e internacionalmente. Sua gestão à frente da Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros (as) - ABPN foi...

Carina Santiago e sua experiência no NEAB UDESC

Há dezesseis anos minha vida mudou, de forma irreversível! Faz quase duas décadas que ingressei no Nape, como bolsista da professora Neli e depois pude auxiliar na criação do Neab/UDESC, em 2003, já como bolsista do professor Paulino pela afinidade da área de formação. Naquele período eu era graduanda em História e não sabia ao certo se havia escolhido a profissão certa, se seguiria para me tornar professora e, se um dia, teria uma área de pesquisa que me encantaria para seguir por seus trilhos e desafios. Foi no Neab que me tornei acadêmica, pesquisadora e extensionista. Foi lá que construí amizades que carrego para a vida. Foi lá que fui acolhida em minhas inquietudes diante dos racismos que acontecem dioturnamente. Foi lá que tive auxílio quando quis voltar aos estudos e fazer mestrado. É de lá minha primeira referência da UDESC e é lá que vejo em tantos jovens aquilo que já fui um dia e agora acolho também! Hoje no doutorado, e vinculada também ao Leh, acumulo experiências tão...

DEPOIMENTO KARLA – Agradecimento ao NEAB-UDESC

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Monografia Prêmio Silvio Coelho dos Santos Decidi pelo curso de História ao longo de minha trajetória no Cursinho Pré-Vestibular Comunitário realizado em Florianópolis em 2004 e 2005. Durante o Ensino Médio, realizado em escola estadual pública em Santa Catarina, na cidade interiorana de Grão-Pará (SC), onde nasci, raras foram as vezes em que imaginei alcançar o objetivo de uma universidade pública. Acabei prestando vestibular em 2005 para História na UDESC, em duas etapas, pois na época o vestibular era vocacionado. Adentrando em agosto de 2005 na universidade, o mundo tomava outras dimensões. Naquele período, ainda me adaptando à vida na capital do estado, bastante distinta da área rural de onde viera, dividia as atividades de estudo com o emprego de empregada doméstica, função que desempenhei por 3 anos, inclusive durante uma parte considerável de minha trajetória universitária. Passados 3 semestres do início do curso de História, uma oportunidade diferente surgiu, permiti...

Lutar contra colonialismo, unificar a diáspora:os desafios do Movimento Negro no século XXI.

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Vire e mexe, alguma pessoa, provavelmente exausta, compara os êxitos dos afro-americanos com as nossas desventuras e concluem que o movimento negro estadunidense é mais forte que o brasileiro. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que existem dois mundos nos EUA. Uma coisa é o Norte e outra o Sul. Segundo, a política de encarceramento em massa nos EUA, começo no outro dia do processo de reconstrução, e permitiu aos brancos manter a população afro dependente, inclusive fazendo largo uso do trabalho forçado, tendo milhões de encarcerados (pretos e latinos), como ameaça constante. Três, os EUA não enfrentaram duas ditaduras ferozes em sua vida Republicana, nós sim. Quarto, eles são um grupo minoritário, só relevantes realmente no Sul, onde não está a riqueza e hegemonia nos EUA. Por mais que seja relevante do ponto de vista simbólico, a junção preto + pardos produz uma ilusão numérica,  os pardos, no sentido político do termo, gente não branca que constrói sua identidade desej...