Paulino Cardoso. A branquitude é o alvo ou o que aprendi com os colegas da FAED/UDESC. Brasil 247, 01 de fevereiro de 2026.
NOTA INTRODUTÓRIA Recentemente, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, justificou ao Supremo Tribunal Federal, STF, o fim das Cotas Raciais nas universidades catarinenses, alegando que nosso estado é “o mais branco do país. Ver aqui. Embora aparentemente anacrônico, este discurso está no centro da identidade catarinense. Ou seja, aqui o negro é visto como não existente. Logo, nosso, agora nacionalmente ilustre governador, será reeleito por ampla margem. Como nos EUA, a tendência é personalizar na pessoa do governante de plantão uma característica que nos singulariza em relação ao restante da população brasileira. Não temos vergonha de afirmar nosso supremacismo racial. Como Donald Trump, ele é a expressão de um profundo conservadorismo. O problema, é que do outro lado, naqueles que dizem representar a esquerda, mas não passam de liberais, como bons seguidores de Bill Clinton e o charmoso Barack Obama, eles precisam produzir uma justificativa não racial para o seu racism...